Fernanda Young é atriz (?), apresentadora e chata. Seu marido, Alexandre Frota Machado é publicitário e os dois só são roteiristas juntos. Deve ser que nem os Super-Gêmeos.
Eles já escreveram várias séries juntos, como Os Normais, Os Aspones, Minha nada Mole Vida e O Sistema. Fontes mega-secretas informam que a próxima série do casal seria “Os Artigos”. Suas séries geralmente se destacam pelo humor “mó inteligente, mano” e pelo Selton Mello e Luís Fernando Guimarães (Esse em menor quantidade).
Mas como esse blog é modista e atual, como Che Guevara estampado nas pipas, eu vou falar sobre O Sistema.
Enredo… Nota Dez! O Sistema e sua Sinopse - Com uma história muito boa (de verdade) e com bons atores, O Sistema tinha tudo pra dar certo.
Resumão: Cara compra relógio que dá defeito, liga para o fabricante, não tem nota e não consegue resolver o problema. Discute com a atendente de telemarketing, ela fica brava e deleta dados dele do Sistema. Ele fica ferrado, sem nada, quando é salvo por um grupo chamado “Vítimas do Sistema”, que luta contra uma suposta de rede de manipulação. Legal, né? E é mesmo! Mas o problema não está na premissa do seriado, simplesmente. Está em todo o resto.Esqueceram de Nós! O Sistema e seus personagens!-Ei, vamos fazer uma série, amor?
-Claro!
-Hmm… Quem poderia atuar nela?
-O Selton Mello?
-E o Luís Fernando Guimarães!
-Mas acho que ele não vai poder.
-Tudo bem, só o Selton tá bom.
-Ele poderia ser um cara meio obssessivo, neurótico, estressado, né?
-É! Isso mesmo!
-Aí ele contracenava com outros 3 personagens, sempre! Ele poderia se chamar Mathias, e os outros Avenarius, Paca e Trash.
-Trash, belo nome! Assim parece que nós estamos por dentro do que a galera anda falando! Supimpa!
-E os outros, como seriam?
-Danem-se os outros. Nós temos Selton Mello!
*Dançam.
Esse provavelmente foi o diálogo da criação dos personagens do sistema. Se os outros personagens sumissem da série ninguém sentiria falta. Eles levam o conceito de protagonista ao máximo fazendo Selton Mello levar a série nas costas e ainda dirigí-la. Mesmo a série sendo um tanto calhorda, a direção é boa e a atuação de Selton continua impassível. Mas ainda assim, não a salvam. Também não dá pra fazer milagre, né?
Pop-ará! O Sistema e a Cultura Pop!
Adoro cultura pop. Sou fã de quadrinhos, do Tarantino, do Kevin Smith e até do Public Enemy, que toca sempre nos episódios. Mas cá entre nós, abarrotar a série de referências é querer apelar pro público “cult” te amar, né?
A hora que o celular de Mathias tocou e o toque era o tema de Pulp Fiction deu vontade de levar a mão à cabeça e dizer: “O que foi que você fez?”, ou melhor, “O que foi que vocês fizeram?”. Aquela foi uma autêntica cagada pop só pra dar à série aquele status cult/gringo que Fernanda Young, 37 anos, almeja tanto.
Humano, porcamente humano! O Sistema e a Filosofia furada!
Mathias: Namorado, alguém cê tem…?
Trash: Não, não acredito em namoro, não.
Mathias: Ah, não? Cê acredita que a ida do homem à lua foi forjada em Cabo Frio, mas não acredita em namoro?
Trash: Eu acredito em sexo, é nisso que cê tá interessado?
Mathias: Olha, é exatamente isso, será que a gente…
Trash: Demorô, cara.
Trash, nome perfeito! Se você leu esse diálogo e achou bom, releia. Se releu e continuou achando bom, você chorou quando Olga gritou que estava grávida, grávida de Luís Carlos Prestes e que queria ter seu filho no Brasil! Pampam!
Nessa parte é possível ver que Fernanda e Machado devem ser chegados em um Nietzsche. Mas o legal aqui é como eles trabalham mal pra cacildis, como diria o genial Mussum, os arquétipos. Você desacredita da organização humana, logo, você desacredita dos humanos e de seus relacionamentos. Ou seja, simplesmente tem uma personalidade que foi desenvolvida ao longo de sua vida anulada por uma especulação filósofica. A partir do momento que você pressupõe ter um controle sobre suas emoções, você automaticamente deixa sua humanidade. É simples assim. Ninguém tem on/off, a personagem é vazia, mas ela tentou fazer ser marcante. Que beleza, Fernanda, continue assim.
Cara, cadê meu controle remoto?
Ps.: Nietzsche teve seu pedido de casamento recusado duas vezes. Sendo o último anos antes da publicação de Humano, demasiado humano. Nada pedagógico, não?

brinks;; sol nitchi
“Ah… São as pérolas!”* O Sistema e seus arquétipos e diálogos picaretas!
Outra cena “clássica” é a que Mathias pergunta e pode se chamar Matt. Ele diz que todos têm nomes legais, como Professor Avenarius, Paca e… É aí que Trash se manifesta e diz: Trash! É, Trash! De lixo! Lixo de computador.
Eu não sei se foi só comigo mas “lixo de computador”? O que diabos é lixo de computador? Disquete velho? Spam?
Ah, essa tentativa de ser moderno e “plugado” no mundo.
O negócio da viagem à Lua ter sido uma conspiração e os rebeldes acreditarem nisso só porque são partidários de uma teoria da conspiração já é bastante indigesto. Paranóicos não são sempre paranóicos (vide Mulder em Arquivo X), eles acreditam em algumas coisas, mas até aí tudo bem. Na 3ª (acho) parte do 1º episódio eles mostram uma bandeira americana encontrada na areia de uma praia em Cabo Frio. OK, tudo bem, aceitemos essa. Depois, no final do episódio, eles acham a cápsula em que Neil Armstrong pousou na lua. Essa cena é de longe a pior do episódio!
A Cápsula não está enterrada e é enorme! Quem não a veria lá?
*”São as pérolas” é uma fala de Godinez, num dos episódios da escola de Chaves. Lá o Prof. Jirafalez pergunta de que são feitos os colares de pérolas, e Godinez é o único que responde com a memorável frase.
Outros pontos fracos
O diálogo final entre Avenarius e Mathias tenta ser cômico mais sai triste. Por quê? Faltaram palavras.
Acho que todo mundo vi que na série todo mundo que seja esperto/inteligente usa óculos colossais, né?
A obssessão de Young por coisas “cool” leva a fazer uma mistura ridícula de anos 60 para os legaizões e cabelos e roupas descoladas para os rebeldes. Mathias e Regina + Avenarius e Trash = Fernanda Young arrumada pra sair.
-Weeeeeoweeeeennnn (A vinhetinha irritante que é repetida mais que o verso do Cão Arrependido).
Campeão: O cara é teleportado!
Sem mais, por enquanto.
Sem querer ser chato… Mas Fernanda Young não sabe escrever. Ela é ruim, ruim mesmo. Mas tem gente que não aprende, né? O problema da série é essa indecisão do que ela é. Se é comédia, me desculpe, mas não percebi. Se é ficção, alguém chama o Leonard Nimoy pra me explicar. Se é drama, dei risada. Só se o humor da série é tão sutil que você não percebe que ele existe.
E não me venham com conversa de que é uma série inteligente! É uma série pseudo-intelectual, picareta e com um roteiro mais chato que uma entrevista do Chiquinho Scarpa para o Amaury Jr.Enfim. Até que aprendam a fazer séries inovadoras no Brasil, fico com os formatos antigos mesmo. Grande Família, Cilada (brilhante) e com as tosqueiras de Hermes e Renato e Chaves. Abaixo um simples exemplo de humor que as coisas que Young escreve nunca serão. Um clássico!
(Se o vídeo não carregar, o link é: http://www.youtube.com/watch?v=wKso3xdRCE0).
cara, a única coisa qu eu não gostei foi ter descoberto o comunismo fashion muito tarde.
shorei de tanto rir
shorei litruz!!111!!!1
eu infelizmente não consegui ver o tal vídeo que você disse ser um clássico. bloqueiam o yotube aqui no trabalho.
roí-me de curiosidade.
vou ter que esperar um daqueles raros momentos em que eu me encontro em casa pra ver